quarta-feira, 20 de março de 2013

Limusine do comboio de Obama quebra em Jerusalém

Saiu no G1
20/03/2013 17h50 - Atualizado em 20/03/2013 17h50

Limusine do comboio de Obama quebra em Jerusalém

Carro teve problemas técnicos.
Incidente não atrapalhou deslocamento do presidente americano.

Da Reuters
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Uma das limusines do comboio do presidente americano Barack Obama quebrou nesta quarta-feira (20) em Israel, mas não atrapalhou a movimentação do democrata por Jerusalém, segundo o Serviço Secreto.
O carro teve problemas mecânicos antes de Obama desembarcar. Segundo a imprensa, ela poderia ter sido abastecida com combustível errado, mas não houve confirmação.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Nestlé é a mais nova atingida pelo escândalo da carne de cavalo na Europa

Saiu na Carta Maior

A Nestlé, maior empresa de alimentos do mundo, retirou produtos dos supermercados da Itália, Espanha, França e Portugal, depois que se encontraram rastros de DNA equino em três comidas processadas. Na semana passada, a Nestlé havia anunciado solenemente que seus produtos estavam a salvo do escândalo. A reportagem é de Marcelo Justo, de Londres



 
 


Londres – O escândalo da venda de carne de cavalo se converteu em uma bola de neve incontrolável. A Nestlé, maior empresa de alimentos do mundo, retirou produtos dos supermercados da Itália, Espanha, França e Portugal, depois que se encontraram rastros de DNA equino em três comidas processadas. Na semana passada, a Nestlé havia anunciado solenemente que seus produtos estavam a salvo do escândalo. Na verdade, quase ninguém hoje parece salvo de nada, por mais que empresas como a Nestlé e os próprios governos assegurem que a carne equina não é um perigo para a saúde.

A Nestlé retirou duas marcas de massas congeladas – Ravioli e Tortellini Buitoni – que estavam sendo vendidas na Itália e na Espanha, e uma de lasanha vendida na França e em Portugal. As provas de laboratório apontaram uma presença de 1% de carne de cavalo, mas a empresa decidiu suspender a comercialização de todos os produtos da empresa alemã H.J.Schypke, fornecedora dos congelados em questão. Na segunda-feira (18) uma cadeia internacional de supermercados sediada na Alemanha, Lidl, retirou produtos que continham vestígios de carne equina de seus supermercados localizados na Finlândia e na Suécia.

Desde que as autoridades irlandesas descobriram carne equina em uma amostra de hambúrguer à venda em supermercados, o escândalo se disseminou por toda a Europa, expondo uma cadeia globalizada de produção de alimentos repleta de intermediários, que viaja desde a Romênia – origem da venda da carne de cavalo – e Chipre para a França, o Reino Unido e o resto do sul e do norte da Europa.

A União Europeia está coletando provas por amostragem em seus 27 membros para detectar a presença de carne equina e butus, uma droga anti-inflamatória para cavalos, proibida na cadeia alimentar humana por seu impacto na saúde. Na França, um dos epicentros da crise, as autoridades estão investigando a Spanghero, uma empresa processadora de alimentos acusada de tratar de maneira fraudulenta cerca de 750 toneladas de carne equina.

A OCCRP, que investiga o crime organizado no leste europeu e na Ásia Central, identificou a empresa Draap Trading, com sede em Chipre, como a responsável pelo envio da carne de cavalo para a França. Draap, que admitiu a aquisição da carne de matadouros na Romênia, está registrada em um paraíso fiscal nas Ilhas Virgens e seu diretor, Jan Fasen, foi condenado no ano passado por vender carne equina da América do Sul como carne bovina alemã e holandesa.

Segundo o jornal dominical britânico “The Observer”, Draap usa exatamente a mesma rede de empresas que o russo Victor Bout, condenado em novembro de 2011 por fornecer armas às FARC da Colômbia e acusado de ser uma figura chave do tráfico internacional de armas na África e Oriente Médio. Rosie Sharpe, da ONG Global Witness, disse ao “The Observer” que a crise está revelando os perigos que representa uma opaquíssima globalização financeira. “Torna-se muito fácil processar o dinheiro que sai da venda de carne adulterada ou tráfico de armas para o crime organizado. É muito fácil ocultar o nome dos verdadeiros donos das empresas por meio de paraísos fiscais”, assinalou Sharpe.

A esta opaca estrutura financeira se somam os cortes orçamentários em nível europeu. No Reino Unido, a Agência da Alimentação, que regula a venda de produtos alimentares, foi reduzida à metade com o programa de austeridade lançado pela coalizão Conservadora-Liberal Democrata em 2010. O atual ministro para o Meio Ambiente, a Alimentação e a Agricultura, Owen Patterson, foi um dos artífices destes cortes sobre um organismo que contava entre seus inimigos a indústria alimentícia e as cadeias de supermercados. Patterson teve que recuar com seu discurso de regulação “leve” e, mais irônico ainda, deixou de lado também o euroceticismo radical, declarando que “a Europa é a organização que deve coordenar nossos esforços”.

O programa de austeridade afetou também os municípios, cujas unidades de supervisão alimentar sofreram cortes de até 70%. Não surpreende tampouco que o setor público, obrigado a maximizar os recursos frente aos cortes, tenha saído queimado do escândalo. Em Lancashire, norte da Inglaterra, as autoridades tiveram que tirar de circulação os pasteis de carne de 47 escolas públicas. A Compass, uma empresa de alimentos que fornece comida processada para mais de sete mil escolas e hospitais do Reino Unido, reconheceu que um de seus produtos continha carne de cavalo.

Tradução: Katarina Peixoto

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Após cinco dias à deriva, navio com 4 mil passageiros chega a porto no Alabama

Saiu no IG 

Passageiros relataram condições deploráveis de higiene no cruzeiro Carnival Triumph; embarcação ficou avariada após um incêndio na sala de máquinas

iG São Paulo | - Atualizada às


AP
Kristina Courson, de Paris, Texas, é abraçada por Jamie Hilliard, de Denison, Texas, após desembarcar do cruzeiro Carnival Triumph, em Mobile
Um navio de cruzeiro que estava à deriva há cinco dias chegou rebocado na noite de quinta-feira (14) ao porto de Mobile, no Alabama, acabando com o pesadelo de 4 mil passageiros. A embarcação ficou avariada após um incêndio na sala de máquinas no domingo e passageiros relataram uma odisseia de banheiros transbordando, falta de alimentos e odores desagradáveis.

Os passageiros a bordo do navio Carnival Triumph, de 14 andares, começaram a desembarcar a partir das 21h15 no horário local (0h15 de sexta em Brasília), alguns em cadeiras de rodas e outros empurrando sua própria bagagem. Ambulâncias aguardavam na plataforma de desembarque. Alguns passageiros dançavam em comemoração e tiravam fotos no porto.

O desembarque foi concluído a 1h15 de sexta-feira (4h15 em Brasília). Para Brittany Ferguson, 24 anos, do Texas, ficar sem saber quanto tempo ficariam à deriva foi a pior parte. "Eu estou me sentindo ótima só de estar vendo terra e prédios", disse. "A parte mais assustadora era não saber quando íamos voltar."

Levou seis horas para que o navio conseguisse atravessar o canal de navegação de aproximadamente 48 km em direção ao cais. Foram necessários quatro rebocadores para guiar o navio de 274 metros de comprimento, o maior desse tipo que já atracou no porto de Mobile, o único do Estado.
Passageiros a bordo descreveram, por meio de mensagens de texto, as condições precárias a que foram submetidos enquanto estavam à deriva. Nauseados pela falta de ar e pelo calor nos primeiros andares, muitos arrastaram colchões e lençóis para o último andar do navio e dormiram lá, apesar da chuva.


"Hoje eles limparam o navio, estão servindo comida melhor, basicamente disfarçando a realidade, mas ao menos estão fazendo a situação mais suportável", disse Kalin Hill, de Houston, que estava no navio para uma festa de solteira.

Ônibus levavam passageiros a uma viagem de cerca de sete horas até a cidade de Galveston, no Texas, ou Houston, ou ainda de duas horas até Nova Orleans. Alguns também ficaram em Mobile. "É inacreditável que eu estava naquele navio nessa manhã e agora estou pegando um ônibus", disse Kirk Hill.

Por mensagem de texto, ela descreveu condições deploráveis vividas dias antes: "Os andares mais baixos são os piores, o chão gruda enquanto você anda e muitos dos quartos estão alagados", escreveu. "O cheiro é literalmente de doer. Há urina e fezes pelo chão. O chão está inundado com esgoto."
 
O presidente da Carnival Gerry Hill pediu desculpas em uma coletiva. "Eu agradeço a paciência de nossos convidados e sua habilidade para cooperar com a situação. E eu gostaria de reiterar o pedido de desculpas feito mais cedo. Eu sei que as condições à bordo têm sido precárias", disse. "Nos orgulhamos de dar aos nossos passageiros férias incríveis, e, claramente, falhamos nesse caso em particular."

Renee Shanar, de Houston, estava à bordo com seu marido, que, segundo ela, tem problemas no coração. Eles foram avisados pela equipe que seriam os primeiros a desembarcar. "Eu não acredito neles. Eles têm mentido para gente desde o começo", disse.
AP
O sol se põe enquanto o cruzeiro Carnival Triumph era levado ao porto de Mobile, no Alabama
A empresa informou que a tripulação do navio fez tudo o que estava no seu alcance para garantir o conforto dos passageiros. O Conselho Nacional de Segurança dos Transportes abriu uma investigação.

Ninguém ficou ferido no incêndio, mas um passageiro com um problema de saúde foi retirado do navio por precaição. Além disso, a guarda costeira disse em comunicado nesta quinta-feira que retirou um passageiro que teria sofrido um derrame.

Os passageiros terão um reembolso de 100% e descontos em cruzeiros, e a Carnival anunciou na quarta-feira que iria dar um adicional de US$ 500 em compensação.

Com AP

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Americana negra diz ter sido atacada com fogo pela Ku Klux Klan

Saiu no Ópera Mundi
Sharmeka Moffitt, de 20 anos, teria sido agredida na Louisiana por três homens usando capuzes e chapéus

Wikicommons
 
















[Membros da Ku Klux Klan queimam uma cruz em Denver, Colorado, em 1921]

Sharmeka Moffitt, de 20 anos, denunciou à polícia ter sido alvo de um ataque racial na Louisiana, nos Estados Unidos. Hospitalizada, a mulher permanece em estado grave.

De acordo com o depoimento, três homens a atacaram com fogo e escreveram as iniciais do grupo racista Ku Klux Klan, além de uma frase discriminatória, em seu carro.

A porta-voz da polícia da Louisiana Julie Lewis afirmou que Moffitt foi encontrada com queimaduras em mais da metade do corpo após policiais atenderem seu pedido de socorro, na noite de domingo (21/10). Segundo a vítima, os agressores usavam capuzes ou chapéus.

O FBI está investigando o ataque como um possível crime racial, mas até agora ninguém foi preso.  Antes de ser levado ao hospital, Moffitt disse aos policiais que os homens jogaram um líquido inflamável em seu corpo e depois atearam fogo perto de um parque estadual.

* Com informações do Huffington Post

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Salmão causa intoxicação alimentar em centenas de pessoas na Holanda e nos EUA

Saiu no Opera Mundi
Febre, diarreia, vômitos, cólicas e dores de cabeça estão entre os sintomas manifestados pela contaminação de salmonela


Torradas cobertas com salmão defumado de marca não identificada; produto de empresa holandesa está contaminado

 



Centenas de pessoas sofreram intoxicação alimentar depois de consumirem salmão defumado da marca holandesa Foppen, informou o RIVM (Instituto Holandês de Saúde Pública). Segundo as autoridades de saúde, a carne está contaminada por bactérias salmonela, que podem provocar infecção no intestino e, como consequência disso, febre, diarreia, vômitos, cólicas e dores de cabeça. Os primeiro sintomas começam cerca de 24 horas depois da ingestão do alimento e se estendem por até sete dias.

Os produtos da rede holandesa foram distribuídos apenas no país e nos Estados Unidos, mas pelo menos 300 pessoas já foram intoxicadas. O RIVM, no entanto, estima que mais consumidores foram afetados pela bactéria enquanto que a Costco, responsável pela distribuição do salmão no território norte-americano, disse não ter nenhum relato de infecção.
 
O porta-voz da Foppen, Bart de Vries, disse que 1,4 mil pessoas ligaram para a empresa em busca de mais informações sobre a contaminação desde domingo (30/09), quando divulgaram a possibilidade da doença. De acordo com Vries, cerca de 350 consumidores  que telefonaram “reportaram sintomas consistentes com a infecção de salmonela”.

O salmão defumado pode ser encontrado em muitos supermercados, lojas de atacadistas e peixarias e está ao alcance de milhares de consumidores na Holanda e nos EUA. As autoridades de saúde holandesas já exigiram o recolhimento de todos os produtos da empresa para evitar um surto da salmonela. Até o momento, o governo norte-americano não se pronunciou sobre o assunto, informou o Huffington Post.

A causa da contaminação do peixe ainda não foi descoberta pela Foppen, que informou estar realizando investigação detalhada, segundo informações da Associated Press. A companhia acrescentou que toda a produção do salmão, em fábricas gregas, foi suspensa até os resultados do inquérito.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Igreja Católica alemã quer negar sacramentos a quem não pagar imposto

 
Niedersachsen/ Der Vorsitzende der Deutschen Bischofskonferenz und Erzbischof von Freiburg, Robert Zollitsch, gestikuliert am Freitag (14.09.12) in Hannover bei seiner Begruessungsrede zum Gespraechsprozess der deutschen Bischoefe. Die Veranstaltung steht unter dem Leitwort "Die 'Zivilisation der Liebe' - unsere Verantwortung in der freien Gesellschaft" und findet bis Samstag (15.09.12) statt. (zu dapd-Text)
Foto: Focke Strangmann/dapd

Saiu do DW
 
Alemanha

Bispos disputam na Justiça direito de vincular rituais católicos à contribuição financeira obrigatória. Críticos dizem que ação ameaça comunidade católica e não remedia perda de confiança na Igreja nas últimas décadas.



Nesta quarta-feira (26/09), o Tribunal Administrativo Federal alemão, uma das mais altas cortes do país, anuncia o veredicto sobre um litígio que pode mudar o destino da Igreja Católica na Alemanha. Os juízes decidirão se um cidadão pode deixar de pagar imposto religioso, mas continuar tendo direito aos sacramentos.

Na Alemanha, os contribuintes têm de 8% a 9% de seus ganhos descontados para a Igreja, a menos que se declarem "sem religião" ou que renunciem formalmente à Igreja. O imposto religioso é regulamentado por lei e retido na fonte pelo Estado.

A disputa começou em 2007, quando o teólogo Hartmut Zapp declarou ter deixado a Igreja Católica como "órgão público". Ele se negou a continuar pagando o tributo, mas afirmou que continuava sendo membro ativo e devoto do catolicismo. Em seguida, a Arquidiocese de Freiburg entrou com uma ação contra Zapp. Muitos católicos alemães seguiram o exemplo do teólogo e também declararam que não pagam mais imposto à Igreja, embora continuem participando de missas e outras cerimônias da entidade.
 
Fé versus dinheiro

Zapp argumenta que a Igreja alemã estaria ignorando o Vaticano, que em 2006 declarou que a saída formal da Igreja perante de um órgão estatal não é suficiente para justificar a excomunhão, ou seja, o cancelamento de todos os direitos eclesiásticos. O teólogo afirma que, segundo a doutrina católica, a condição de membro da Igreja é determinado pelo credo da pessoa, não por uma relação financeira.
ARCHIV - Der Vorsitzende der Deutschen Bischofskonferenz, der Freiburger Erzbischof Robert Zollitsch, spricht am 24.02.2010 in Freiburg bei einer Pressekonferenz im Rahmen der Frühjahrsvollversammlung der Deutschen Bischofskonferenz. Die katholische Kirche in Deutschland will ihre Mitglieder zu einem stärkeren Verkünden ihres Glaubens ermutigen. Katholiken sollen ihre religiösen Überzeugungen und Werte offensiv und einladend nach außen tragen, sagte der Vorsitzende der Deutschen Bischofskonferenz Robert Zollitsch in Freiburg in einem Gespräch mit der Nachrichtenagentur dpa. Foto: Rolf Haid dpa +++(c) dpa - Bildfunk+++
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Robert Zollitsch: "quem não contribui, não tem direito a funeral religioso"

Entretanto, na semana passada um decreto publicado pela Conferência dos Bispos da Alemanha, em acordo com o Vaticano, afirma não ser possível ao cidadão declarar sua saída formal da Igreja e, ao mesmo tempo, manter seus direitos de membro da comunidade católica. Com isso, a Igreja Católica alemã vincula o status de católico ao pagamento do imposto religioso. Segundo o documento, a renúncia à Igreja não leva automaticamente à excomunhão – mais severa punição eclesiástica. Mas leva à perda de quase todos os direitos em relação à Igreja.

"Se a pessoa se distancia da Igreja em um ato público, então tem que haver conseqüências para isso", declarou o arcebispo Robert Zollitsch, presidente da Conferência dos Bispos da Alemanha. "Quem renunciar à Igreja não pode permanecer um membro ativo e receber sacramentos", acrescentou o religioso, que é arcebispo de Freiburg. "A pessoa tem que estar consciente de que, se não mostrar arrependimento, não terá direito a um sepultamento cristão."
 
Arrecadação tem aumentado

O movimento de católicos Wir sind Kirche ("nós somos Igreja", em tradução livre) acusou o decreto episcopal de ser uma ameaça aos católicos alemães, além de um "sinal errado, na hora errada". O grupo crítico, que também luta pelo direito de os padres se casarem, acredita que os bispos alemães e o Vaticano temem sofrer mais perdas de impostos.

Em 2011, mais de 126 mil cidadãos alemães declararam não ser mais católicos e deixaram de pagar o imposto religioso. As renúncias anuais chegaram ao recorde de 181 mil em 2010, quando a Igreja foi muito criticada por supostamente ter acobertado casos de abuso sexual de menores.

Apesar disso, os ganhos com o imposto religioso subiram nos últimos anos. Em 2011, a Igreja Católica alemã comemorou a segunda maior arrecadação desde a reunificação do país, com quase 5 bilhões de euros, 2,6% a mais que em 2010, quando arrecadou quase 4,8 bilhões de euros.

MD/dpa/kna
Revisão: Francis França

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Desigualdade salarial nos EUA é maior do que na época da escravidão, diz estudo

Saiu no Opera Mundi


Nova York é o estado menos igualitário do país, segundo o jornal Huffington Post
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Acampamento de norte-americanos sem moradia na cidade de Seattle; desigualdade salarial é maior do que durante o período colonial 

A desigualdade salarial entre os norte-americanos é maior hoje do que nos tempos da escravidão. Essa é a conclusão de um estudo divulgado neste mês pelo National Bureau of Economic Research.

Mesmo com a inclusão dos milhões de negros que eram obrigados a trabalhar até quando os seus proprietários julgassem necessário, a divisão de renda nos Estados Unidos do século 18 era mais justa do que a atual.

O estudo, realizado pelos pesquisadores Peter H. Lindert e Jeffrey G. Williamson, mostra que até mesmo antes da independência norte-americana, em 1776, as colônias britânicas na América do Norte eram menos desiguais do que o país é hoje.
A pesquisa dos dois economistas, das universidades da Califórnia e de Harvard, faz um levantamento das médias salariais nos Estados Unidos entre 1774 e 1860. Segundo eles, o Sul do país, cuja economia era baseada no modelo agrícola escravista, era mais rico e igualitário que o Norte industrializado até a Guerra de Secessão (1861-1865). A partir do início do conflito, porém, o Sul sofreu uma queda vertiginosa em sua renda.

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Pintura do francês François-Auguste Biard, de 1840, mostra o comércio de negros

De acordo com o jornal Huffington Post, o estado de Nova York apresenta a maior desigualdade salarial no país atualmente, com 14,2% da população abaixo da linha da pobreza.

Em seguida aparece Connecticut, que tem a maior média salarial, mas não consegue dividir a renda igualmente entre os seus cidadãos. Texas, Louisiana e Alabama são os outros estados que estão entre as cinco maiores desigualdades salariais dos Estados Unidos.